MELHORIA

A melhoria sustentável e exponencial acontece,

quando se reduz a instabilidade num ponto de alavancagem.

Todos sabemos que qualquer melhoria implica mudança, mas nem toda a mudança implica melhoria.                

Se quisermos realmente praticá-la muito além dos níveis incrementais, precisamos garantir que qualquer mudança implementada se traduz numa melhoria maior do que a anterior, sempre!

 

Possível sim, mas será fácil?

 

Nem um pouco, mas desconfiamos que esta é a única forma de obtermos mais e mais significado para as nossas vidas – não fosse essa a meta e o propósito da INERCIA-MN! De facto, isto coloca-nos, desde o momento zero, num permanente desafio de, não só termos que responder acertadamente à questão ‘o que mudar desta vez?’, como também o de termos de executar todo o processo subsequente, referente a essa mudança específica. Para isso, ir-nos-emos socorrer de todas as outras crenças do pensamento TBLS, seja o foco, seja uma aprendizagem e reflexão constante, seja o acreditar na existência da simplicidade, (…).

 

Mas um passo de cada vez. Primeiro necessitamos definir operacionalmente as palavras estabilidade e ponto de alavancagem. Na viagem da melhoria sustentável e exponencial, ambas têm que ser simultaneamente respeitadas, pois de contrário o risco de «tropeçarmos» será enorme.

 

A experiência, a Teoria das Restrições e a estratégia Blue Ocean dizem-nos que há certos problemas, áreas ou pontos nevrálgicos da empresa que têm um impacto desproporcional nos resultados globais (e são estes que importam). Não estamos a falar da lei de Pareto, sob a proporção de 20 para 80, mas de algo muito mais agressivo, seja de 1 para 99 ou de 0,1 para 99,9. Isto significa que a melhoria que ambicionamos faz-se sempre a partir destes pontos de alavancagem (leia-se pontos quentes, ou restrições) e há que, antes de mais, claro, saber identificá-los.

 

Mas numa melhoria sustentável e exponencial, a condição anterior por si só é insuficiente. As empresas são constituídas por pessoas e precisamos considerar a instabilidade emocional eventualmente sentida, no frenesim do dia-a-dia. Alguém quererá melhorar uma área, a ponto de se produzir o mesmo com menos pessoas, para que de seguida o prémio de tal esforço seja o despedimento de alguns? A melhoria sustentável e exponencial jamais funcionará nestas condições. Para nós, é ponto de honra prometer que não há melhoria num ponto de alavancagem, sem se reduzir a instabilidade dessa área. Como saber se o fizemos? Simples: no final da melhoria implementada e mediante um questionário standard, o nível de perceção ao stresse das pessoas tem que ser menor. Faz sentido?

 

Esta crença é a nossa força motriz e está no centro de tudo o que fazemos, e por isso:

• Não trabalhamos com empresas que trocam resultados rápidos por despedimentos fáceis.

• Não nos distraímos com melhorias locais que não afetam o global.

• Não dissociamos os resultados, das pessoas ou vice-versa.

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